A SINDROME DE SJÖGREN

A SINDROME DE SJÖGREN



A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. Os linfócitos infiltram-se por estas glândulas provocando diminuição da produção de saliva e lágrimas. Características principais: secura nos olhos e na boca. Pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afetar órgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente.

Estima-se que quatro milhões de americanos tenham a Síndrome de Sjögren, muitos deles sem diagnóstico. Nove entre dez pessoas com Sjögren são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas costume estar na menopausa ou ainda com mais idade, a Síndrome de Sjögren pode ocorrer também em crianças e adolescentes. Mulheres jovens com Sjörgren podem apresentar complicações na gravidez.

No Brasil, não se sabe o número exato de portadores da Síndrome de Sjögren. A causa ou causas específicas da (SS) não são conhecidas, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações.




Síndrome de Sjögren primária ou secundária:

Primária: ocorre de forma isolada, se há presença de outra doença de tecido conjuntivo.

Secundária: os sintomas são acompanhados de uma doença do tecido conjuntivo como artrite reumatóide, lupus ou esclerodermia.



FONTE: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/13304




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

FADIGA CRÔNICA


imagem do Google
Portadores de SS queixam-se frequentemente de fadiga. Fadiga é aquele cansaço intenso, provocado por trabalho e/ou exercicios pesados. Em alguns casos surge uma espécie de incapacidade muscular para desenvolver um trabalho (in Wikipedia) ou ainda uma sensação intensa de falta de energia (idem). Entende-se então que a fadiga provém de excesso de atividade corporal e/ou muscular.
A fadiga pode ser perigosa quando, por exemplo, a pessoa está dirigindo um carro ou operando máquinas, pois pode perder a concentração, causando acidentes.
Entretanto, alguns doentes de SS, mesmo em repouso, sentem os sintomas da fadiga, sintomas estes que podem aparecer inesperadamente ou  evoluir lentamente, com cansaço ou exaustão em alguém que não teria nenhuma razão aparente para se sentir fatigado.
Pesquisando sobre o assunto, cheguei ao site EMEDIX. Nele encontrei um excelente artigo assinado pelo Professor Dr. José Antônio Levy, que merece ser lido cuidadosamente, sobre a Síndrome da Fadiga Crônica
O autor não faz qualquer referência à SS, mas algumas coincidências (ou não?) me chamaram a atenção: 
1. Os sintomas: os sintomas são muitos, e alguns bem parecidos com os da SS,  como, por exemplo, alterações do sono, depressão (causada pelas dores e fadiga), dores (as mais diversas) , distúrbios intestinais, dores de garganta (com presença de gânglios inflamados). Como se pode notar, os sintomas se entrelaçam. Não dormimos por causa da depressão, temos depressão porque não dormimos e sentimos dores, nosso intestino funciona mal porque não dormindo e estando constantemente cansados e com dor, não nos alimentados bem, a imunidade baixa traz a inflamação e consequente aumento dos gânglios. Não sou médica, nem pretendo ser, mas a minha grande experiência com a SS me faz raciocinar assim. Que me perdoem os entendidos no assunto.
2. As causas: Assim como na SS, os doentes de Fadiga Crônica não tem confirmação da causa. Pode ser, inclusive, de origem autoimune.
3.Tratamento: Como a causa e o mecanismo da enfermidade não estão determinados, não existe um tratamento específico.
4. Acompanhamento psicológico: Por ser debilitante, o acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, conforme o caso, é altamente recomendado. Como na SS, a ajuda e presença dos familiares é de suma importância.
O site do Dr. Drauzio Varela, me fez acrescentar algumas observações que achei também importantes:

"Cansaço é uma das cinco queixas mais frequentes dos que procuram os clínicos gerais. Nessas ocasiões, cabe ao médico encontrar uma causa que justifique a falta de disposição.
As mais comuns costumam ser:
* Doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca, arritmias, etc.);
* Doenças autoimunes (lúpus, polimiosite, etc.);
* Doenças pulmonares (enfisema, quadros infecciosos, etc.);
* Doenças endócrinas (hipotireoidismo, diabetes, etc.);
* Doenças musculares e neurológicas;
* Apneia do sono e narcolepsia;
* Abuso de álcool e outras drogas;
* Obesidade;
* Depressão e outros distúrbios psiquiátricos;
* Infecções;
* Tumores malignos.
A experiência mostra que contingente expressivo de pessoas que se queixam de cansaço, não se enquadra em nenhum desses diagnósticos. A tendência dos médicos nesses casos é atribuir a queixa às atribulações da vida moderna: noites mal-dormidas, alimentação inadequada, falta de atividade física, problemas psicológicos ou mera falta de vontade de trabalhar.
Alguns desses pacientes, no entanto, sentem-se muito mal, excessivamente cansados, incapazes de concentrar-se no trabalho e executar as tarefas diárias. Inconformados, fazem via sacra pelos consultórios atrás de um médico que leve a sério seus problemas, lhes ofereça uma esperança de melhora ou, pelo menos, uma explicação para o mal que os aflige.
São os portadores da síndrome da fadiga crônica, diagnosticada mais frequentemente em mulheres do que em homens. (Eu nem precisava ler para saber! - somos sempre premiadas). (...)

Não há exames de laboratório específicos para identificar a fadiga crônica. De acordo com o International Chronic Fatique Syndrome Study Group, o critério para estabelecer o diagnóstico é o seguinte: considera-se portadora da síndrome toda pessoa com fadiga persistente, inexplicável por outras causas, que apresentar no mínimo quatro dos sintomas citados abaixo, por um período de pelo menos seis meses:
* Dor de garganta;
* Gânglios inflamados e dolorosos;
* Dores musculares;
* Dor em múltiplas articulações, sem sinais inflamatórios (vermelhidão e inchaço);
* Cefaleia com características diferentes das anteriores;
* Comprometimento substancial da memória recente ou da concentração;
* Sono que não repousa;
* Fraqueza intensa que persiste por mais de 24 horas depois da atividade física.
Alguns estudos sugerem que predisposição genética, doenças infecciosas prévias, faixa etária, estresse e fatores ambientais tenham influência na história natural da enfermidade. Condições como hipoglicemia, anemia, pressão arterial baixa ou viroses misteriosas também são lembradas, mas a verdade é que as causas da síndrome da fadiga crônica são desconhecidas.
A evolução da doença é imprevisível. Às vezes, desaparece em pouco mais de seis meses, mas pode durar anos ou persistir pelo resto da vida.
A ignorância em relação às causas da síndrome, explica a  inexistência de tratamentos específicos para seus portadores. Os sintomas são passíveis de tratamentos paliativos, entretanto anti-inflamatórios são recomendados para as dores musculares ou articulares; drogas antidepressivas podem melhorar a qualidade do sono.
Mudanças de estilo de vida podem ser úteis. Os especialistas recomendam uma dieta equilibrada, uso moderado de álcool, exercícios regulares de acordo com a disposição física e a manutenção do equilíbrio emocional para controlar o estresse.
Reabilitação fisioterápica e condicionamento físico são fundamentais para a manutenção da atividade física e profissional.
Como em todas as doenças mal conhecidas, proliferam os assim chamados tratamentos naturalistas, alguns dos quais apregoam resultados milagrosos para a fadiga crônica. Infelizmente, não há qualquer evidência científica de que eles modifiquem a evolução da doença.(http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-da-fadiga-cronica/)
 Mais uma vez fico bem desanimada por não poder trazer ótimas notícias para os que me pedem uma palavra de conforto. Vale a intenção, não é? Bjks. Neli Alves

Comentários
3 Comentários

3 comentários :

ROSANE F, 45 ANOS disse...

Oi Neli!
To aqui menina! To viva!!!
È que eu to numa fase de muitas preocupações, com novos sintomas aparecendo e to sem ânimo de postar...estou aguardando ainda fazer mais exames..isso que nunca acaba, e to meditando se devo ou não ir em busca de tratamento num hospital escola, se devo continuar com meu médico de 3 anos..são muitas decisões..fora as dores que estão bem fortes e me deixando muitíssimo irritadiça.
Pode deixar que logo apareço, mas tb to pesando se vou ou não continuar com o blog...Se preocupa não, tamo na luta!
Bjs.. ah amei a matéria! muito boa! Se cuida!Falta ainda sobre a FIBRO! Um neuro disse que não existe, que é apenas a depressão com seus sintomas...

luciana disse...

Oi,
meu nome é Luciana, e tenho lido bastante sobre a síndrome de sjögren. Apesar de já ter o diagnóstico fico perambulando para encontrar médico mais especializados e mais atenciosos. Sabia que existia uma doença reumática, mas nunca havia ouvido falar nessa síndrome, fora a tal da fibromialgia...que uma das minhas médicas acha que é lupus. Mas olha, minha vida já era um caos, só deu uma piorada...principalmente por causa de uma fadiga que as vezes penso que vai me matar, não aguento fazer quase nada que fico pra morrer. Tenho de fz exercício físico mas tenho até medo de capotar...não existe percurso que eu não fique esbaforida, uma dor no peito que parece que vou infartar...Antes era no corpo todo, todo dia parecia uma surra diferente, tinha dois trabalhos, agora tenho só um, as dores diminuíram consideravelmente, mas esse cansaço persiste e já fiz exame até de cabeça pra baixo...rsrs...no fim...só quero ter uma vida normal...só tenho 37 anos e penso que já tenho isso há algum tempo...e sei que não posso ajudar ninguém, pq não consigo nem entender direito o q se passa...Mas prefiro continuar...sempre....

Neli Alves disse...

É Luciana... eu gostaria de poder ajudar. Principalmente gostaria que ninguém sofresse com dores, mas infelizmente a vida é assim. Eu tenho 68 anos e há mais de 10 fui diagnosticada com SS. Antes achavam que eu era preguiçosa, porque não conseguia fazer algumas coisas. A impressão é esta mesmo: medo de morrer, dor no peito, no corpo todo e em cada uma das articulações. Mas, poucos exercícios, tipo uma caminhada pequena todos os dias, algum trabalho manual leve (colagem, desenho) por alguns instantes diários, alguma leitura agradável, tudo ajuda um pouco a aliviar a pressão que sofremos diariamente. Dizer que remédio vai curar, seria mentir para você, alguns aliviam as dores e incômodos, mas nunca vi ninguém dizer que ficou completamente curado. Você não disse se tem fam´lia (marido, filhos). Dedique-se às pessoas que te cercam e você verá como te faz bem pensar menos em si e mais nos outros - não é fácil, mas é possível.
Faça uso de alimentos saudáveis, sucos naturais, há algumas receitas nos nossos blogs que não são milagrosas mas trazem algum conforto. E quanto a ajudar alguém, esteja certa que você pode fazê-lo, se não materialmente pelo menos emocionalmente. Ame intensamente o seu próximo e veja entre seus conhecidos quantos estão em situação pior que a nossa, embora alguns nem se deem conta disto. SS doi, mas não mata. Estou aqui sempre que desejar uma informação, ou mesmo só para te ouvir. Bjks. Neli